Aspirina com dipiridamol é melhor do que aspirina isolada na isquemia cerebral

Questão clínica
A aspirina combinada ao dipiridamol é melhor do que a aspirina em isoladamente na prevenção de isquemia cerebral recorrente?

Resumo
Nesse estudo não cego, a combinação de aspirina e dipiridamol foi mais efetiva do que aspirina isoladamente na prevenção de morte por todas as causas vasculares, acidente vascular encefálico não fatal, infarto do miocárdio não fatal e complicações hemorrágicas importantes. Entretanto, os pacientes que tomam dipiridamol têm uma probabilidade muito maior de sofrerem de dores de cabeça com freqüência suficiente para abandonarem o tratamento.

Nível de evidência: 2 b

Referência
The ESPRIT Study Group; Halkes PH, van Gijn J, Kappelle LJ, Koudstaal PJ, Algra A. Aspirin plus dipyridamole versus aspirin alone after cerebral ischaemia of arterial origin (ESPRIT): randomised controlled trial. Lancet 2006;367:1665-1673.

Desenho de estudo: ensaio clínico randomizado controlado (não cego)

Apoio financeiro: governamental

Distribuição da amostra: mascarada

Casuística: pacientes ambulatoriais (de especialidade)

Discussão
Os pacientes encaminhados para um dos hospitais participantes dentro de um período de seis meses após um acidente isquêmico transitório ou um acidente vascular cerebral leve (grau 3 ou menos na escala de Rankin modificada) foram aleatoriamente distribuídos para receberem somente aspirina (dose média = 75 mg; n = 1386) ou a mesma dose de aspirina com dipiridamol 200 mg duas vezes ao dia (dose média = 75 mg; n = 1363). Os pacientes foram avaliados a cada seis meses por um período de até cinco anos, por telefone ou pessoalmente. O resultado primário -um composto de morte por todas as causas vasculares, acidente vascular cerebral não fatal, infarto agudo do miocárdio não fatal ou complicação hemorrágica séria, determinados de maneira cega -foi avaliado por intenção de tratamento. A média de duração do acompanhamento foi 3,5 anos. Ao final do período de estudo, 15,7% dos pacientes que tomavam somente aspirina passaram por um dos resultados do composto em comparação com 12,7% dos pacientes que tomavam aspirina e dipiridamol (número necessário para tratar = 34 por 3,5 anos; IC de 95%:18 - 257). Os pacientes que tomaram a combinação, entretanto, abandonaram o tratamento com mais freqüência do que os que tomavam somente a aspirina (34% versus 13%; número necessário para causar dano = 5; ,4 - 6), principalmente devido a cefaléias.

 

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