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BRA's reduzem em PA em pacientes pré-hipertensos
Questão clínica
Qual o efeito do tratamento da pré-hipertensão com um inibidor de dos receptores de angiotensina?
Resumo
Esse estudo nos diz o que nós já sabemos (ou seja, que medicações para a pressão arterial reduzem a pressão arterial), mas não nos diz nada sobre o que realmente interessa: a intervenção em pacientes com pré-hipertensão melhora os resultados orientados para os pacientes? A escolha pelo estudo de uma droga tão cara também é decepcionante, mas não é de se surpreender. Dado que o número necessário para tratar para prevenir um AVC, ataque cardíaco ou morte em pacientes com hipertensão moderada é 140 por 5 anos (http://www.jr2.ox.ac.uk/bandolier/index.html), é provável que o benefício clínico real do tratamento da pré-hipertensão seja ainda menor.
Nível de evidência: 1 b
Referência
Julius S, Nesbitt SD, Egan BM, et al, for the Trial of Preventing Hypertension (TROPHY) Study Investigators. Feasibility of treating prehypertension with an angiotensin-receptor blocker. N Engl J Med 2006;354:1685-1697.
Desenho de estudo:
ensaio clínico randomizado controlado (duplo cego)
Apoio financeiro:
indústria
Distribuição da amostra:
mascarada
Casuística:
pacientes ambulatoriais (quaisquer)
Discussão
Existe uma pressão crescente para definir os pacientes com pré-hipertensos ou pré-diabéticos, e os pacientes e seus médicos freqüentemente se sentem impelidos a iniciarem tratamentos apesar da ausência de evidências de que os tratamentos ativos melhorem os resultados para esses "pré-doentes". Nesse estudo patrocinado por um fabricante, os pacientes portadores de pré-hipertensão (pressão arterial sistólica entre 130 e 139 mmHg e diastólica de menos de 89 mmHg ou sistólica de menos de 139 mmHg e diastólica entre 85 e 89 mmHg) foram aleatoriamente distribuídos para receberem candasartan 16 mg diários ou placebo equivalente. Após dois anos, todos os pacientes receberam placebo por dois anos para ver se houve algum efeito residual do tratamento. O resultado primário durante o estudo de quatro anos foi a incidência de hipertensão, definida como uma PA média de 140/90 ou mais durante três consultas, uma PA de 160/100 ou mais em qualquer consulta ou uma PA de 140 por 90 ou mais na consulta final. A idade média dos pacientes foi 49 anos, 59% eram homens e 82% eram brancos. A análise foi por intenção de tratamento e foi considerada a última medida nos casos em que faltaram dados. Não é nenhuma surpresa, mas a administração da medicação reduziu a pressão arterial: os pacientes que receberam a droga tiveram menor probabilidade de terem hipertensão durante os dois primeiros anos de tratamento ativo de estudo (13,6 % versus 40,4 %; p = 0,001; NNT = 4). Após dois anos adicionais de tratamento com placebo ainda houve uma pequena redução residual na hipertensão que exigia tratamento (53,2% versus 63%; p = 0,007; NNT = 10). Não houve diferença entre os grupos nos episódios adversos e não foram relatadas morbidade ou mortalidade cardiovascular.
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